quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Verão

Os gaúchos vivem como ninguém e com intensidade os poucos meses de calor. Ano após ano a rotina se repete. O mundo todo parece se deslocar para o litoral a fim de aproveitar as delícias do verão. Nos finais de semana, então, as praias ficam totalmente lotadas e as cidades praticamente desertas. Quem tem ficado por aqui como eu, tem a maravilhosa sensação de que a cidade está totalmente à disposição. Não deixa de ser uma experiência interessante.
Por falar em verão, finalmente o Horário de Verão vai terminar na próxima semana. Já era tempo, não? Mesmo que tenha passado rápido e a maioria das pessoas tenha conseguido adaptar-se bem, acredito que ninguém vai sentir falta. Como será necessário atrasar os relógios em uma hora, não há como negar que será muito bom ganhar um tempinho extra e dormir um pouco mais pela manhã. No mais, parece que se confirmará a estimativa do Ministério de Minas e Energia de que a mudança de horário tenha reduzido a demanda de eletricidade no período. Como o objetivo será mais uma vez alcançado, significa que a medida voltará a ser implementada outras vezes. Para as pessoas que, assim como eu, não gostam do tal Horário de Verão, a alteração voltará a ser um desconforto quando for implementada novamente. Mas, como se sabe, devemos ter uma grande capacidade de adaptar-se a tudo aquilo que nos é imposto. Portanto, segue a vida!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Forte Calor

Não posso deixar de registrar o forte calor que tem assolado os gaúchos no verão de 2010. O que é isso? Sinceramente não me recordo de um forte calor como esse nos últimos anos, décadas talvez.
A sensação de abafamento torna muito difícil seguir a rotina de cada dia. É impossível ficar longe do ar condicionado. O pior é a noite quando a temperatura tem permanecido acima dos 30 graus e não permite dormir direito. São vários dias neste tormento e a previsão que continue assim por um bom tempo. O que nos espera?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cabelos Brancos

Num domingo desses num aniversário de criança (que por sinal estava muito bom) encontrei um velho conhecido. Fazia muito tempo que não nos encontrávamos e após os cumprimentos formais de praxe a sua primeira reação foi o quanto os meus cabelos haviam ficado mais brancos desde a última vez que havíamos nos falado. Quero deixar bem claro que absolutamente me importo com o tom prateado que insiste em tomar conta da minha cabeça. Mas, cabe uma rápida reflexão. No dia a dia com o espelho não percebo os dias que passaram. A cada novo ano, a cada troca de idade procuro não sentir a diferença do guri que fui para o homem que sou. Recuso em ver o tempo passar porque teimo em acreditar na possibilidade de viver de forma positiva e em busca de paz. Faço uma força incrível para não desistir de ser feliz a cada nova manhã, a cada mes ou a cada nova idade. Na verdade, é grande o esforço para camuflar amarguras, dores e rancores. É necessário, a cada momento, não deixar adormecer a criança interior e assim procurar ver a vida com as cores da esperança tão marcantes em nossa infância. A maior vitória é conseguir driblar o tempo diante do espelho e permitir que os apenas cabelos e não os sentimentos envelheçam.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Política

Algumas pessoas sugeriram que falasse mais de política neste espaço. A tentação é grande. Afinal tudo é política. Ela nos atinge em todos os aspectos de nossa vida, até naqueles onde menos se espera. Não seria difícil, segundo eles, apenas falar do presidente, dos senadores, deputados e etc... E de seus atos. No fim, entendi que queriam que eu falasse mais dos políticos do que de política. Não é o caso: eles passam! Alguns até ficam por mais tempo, tentam fazer alguma coisa, mas passam. O que não passa e está sempre presente em nosso país, são os problemas. Problemas que o povo enfrenta todos os dias: a fome, as doenças, o desemprego, a falta de segurança e tantos outros que não teria espaço para citar. Estes problemas não só continuam a existir como aumentam a cada dia, apesar de termos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Taxas e impostos são criados para que estes problemas deixem de existir. Assim, pufff, como num passe de mágica, deveriam acabar! A carga está pesada demais. Ou não? Todos sabemos a resposta. Existe solução? Os mais pessimistas entendem que não. Eu acredito que tudo começa pela falta de vergonha. De todos. De quem administra mal os recursos disponíveis e principalmente de quem escolhe através do voto livre e soberano, os maus gestores. Não importa que o processo se estenda por várias gerações. Está cada vez mais claro o quanto é importante que este cenário venha a ser modificado.

Oportunidades

“Quando uma porta se fecha outra se abre; mas nós quase sempre olhamos tanto e de maneira tão arrependida para a que se fechou, que não vemos aquelas que foram abertas para nós”.