terça-feira, 2 de junho de 2009

Sonhos


Estou lendo o livro “Você é do Tamanho dos seus Sonhos” do César Souza que procura resgatar no leitor a capacidade de realizar sonhos na esfera pessoal, profissional, afetiva, familiar, social e financeira. O autor demonstra de forma clara e objetiva como os sonhos bem sonhados são o primeiro passo das estratégias de sucesso. Sou um apaixonado pelo tema, tanto que inúmeras vezes neste espaço abordei aspectos, exemplos e idéias sobre como viabilizar e mobilizar nossas energias para realizá-los. Gostaria de destacar alguns pontos que mais chamaram a atenção no livro do César Souza:

“Acredite em seus sonhos, mas sonhe acordado, com os olhos bem abertos, de preferência com a cabeça nas nuvens e com os pés no chão. O sonho é a nossa metáfora para o sentido da realização pessoal, do desejo. Da vontade de inventar o futuro e não de apenas tentar adivinhá-lo.”

“A cabeça nas nuvens nos permite fugir do lugar-comum, ver além do horizonte e encontrar alternativas inovadoras, soluções impensadas. Por isso, ser chamado de “louco” é um denominador comum na biografia de vários realizadores de sonhos.”

“Não estou sugerindo planos mirabolantes que poderiam fazer do leitor um autor de obras inacabadas e de empreitadas malsucedidas. Nem proponho a megalomania como atitude perante a vida.”

“A propósito, sempre gosto de dizer que cada um é do tamanho dos seus sonhos, mas que “a fita métrica” é individual. Só a pessoa pode avaliar o verdadeiro tamanho de seu sonho. O que pode parecer um “sonho pequeno” para você signifique muito para a minha vida. E vice-versa.”

“Então, atenção, não saia por aí medindo os sonhos dos outros. Procure definir com clareza, os seus! Lembre-se sempre: a fita métrica dos sonhos está dentro de cada um.”

“Existe, ainda, a contrapartida: esse sonhar precisa ser focado, factível, mesmo que ambicioso e ousado. É um sonho que renova, mobiliza, compromete, estimula a pensar e a agir: Pés no chão!”

“Mais um detalhe: não existe mágica. O fato de sonhar, por si só, não garante nada. É preciso transformar desejos em projetos e estes em ações concretas. Sem uma estratégia consciente, nada se produz.”

“Quando se adota a postura de manter a cabeça e os pés nas nuvens, o resultado é um delírio e não se chega a lugar algum.”

“Há, porém, uma postura ainda pior: ter a cabeça e os pés no chão. Infelizmente, boa parte das pessoas está assim, estática! Em épocas de crise, então, os pessimistas de plantão sempre acham que é hora de cair na real e parar de sonhar, enterrando a cabeça no chão.”

“Grande engano, pois é nesse momento quando mais se precisa de criatividade e ousadia para encontrar o caminho da superação das adversidades. O resultado, quando se proíbe as pessoas de sonhar, é uma paralisia generalizada, em que dificilmente se cultivam alternativas. As pessoas ficam sem estratégia e numa camisa-de-força.”

“Os sonhos não tem idade, nem envelhecem nunca. O importante é que você, se anda absorvido pela roda-viva e perdeu o hábito de sonhar para enfrentar a dura realidade diária, desengavete seus sonhos e os transforme em projetos.”

“O sonho é a primeira etapa da estratégia. Sonhar é inventar o futuro!”

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Aval

Para quem andava indignado com a farra das passagens aéreas pagas com o nosso dinheiro e indevidamente utilizadas por parlamentares, as declarações do presidente Lula aprovando tal prática, aumenta ainda mais a descrença na classe política do Brasil. O Presidente da República só poderia mesmo sair em defesa de mais esta gastança do Congresso, pois, os abusos com os cartões corporativos continuam e nada indica que irá mudar. Quanto desrespeito aos cidadãos do nosso país. Pelo menos, crescem as vozes e a intolerância contra os excessos praticados por representantes, sejam do Executivo, Legislativo ou do Judiciário. Não fica nenhum poder de fora. A cada dia são descobertos privilégios incompatíveis e que reduzem ainda mais a credibilidade destes senhores. E, não é para menos, pois tem de tudo, desde pequenos favores até apadrinhamentos, mordomias, ganhos fisiológicos, gastos indevidos, desvios e por aí vamos. E com a maior naturalidade!

terça-feira, 31 de março de 2009

Justiça

Comentei com alguns amigos em um evento na noite da última quinta-feira que a dona da Butique Daslu, que tinha sido presa naquele dia, após ter sido julgada culpada pela justiça, não ficaria muito tempo na cadeia. Alguns discordaram já que ela tinha sido condenada a 94 anos de prisão, pena bastante severa. Pois, ela já está livre. Eliana Tranchesi passou apenas uma noite em uma cela individual da penitenciária feminina do Carandiru, em São Paulo. A prisão foi revogada através de um habeas-corpus extensivo aos outros seis empresários condenados por fraudes e sonegação fiscal no mesmo processo. Pois é...

Violência

A violência virou rotina nas escolas aqui do estado. Vários casos envolvendo alunos e professores voltaram a chocar as comunidades nos últimos dias. Há tempos a violência vem aumentando nas salas de aula, não só física, como também moral e psicológica. O crescente desrespeito à autoridade dos professores só poderia chegar aonde chegou. Na prática, pouco é feito e de forma omissa acabam jogando a sujeira para baixo do tapete ou encontrando soluções insatisfatórias. Há muito, os professores vem acumulando a tarefa de ensinar e de educar, esta última, responsabilidade que deveria ser também dos pais. Está mais do que na hora de abandonar a hipocrisia e implementar ações que devolvam a autoridade aos professores dando-lhes instrumentos eficazes para que possam aplicar com rigor a tão necessária disciplina aos faltosos. Com certeza, formarão melhores adultos!

terça-feira, 10 de março de 2009

Caronas

Nestes dias, em que o período de férias está terminando, chama a atenção o número de pessoas que ainda ficam à beira da estrada, pedindo carona. Além do tradicional gesto com o polegar, alguns exercitam a sua criatividade mostrando cartazes indicando o destino que querem chegar. Não se pode deixar de pensar o quanto é arriscado, nos tempos atuais, dar e conseguir carona. Tanto é perigoso para quem oferece carona, pois não sabe quem é o desconhecido que está entrando no seu carro, correndo o risco de ser assaltado ou coisa pior, quanto para quem pega carona, pois pode ficar a mercê de um motorista imprudente que venha a provocar um acidente ou alguns outros dissabores durante a viagem. É muita coragem, pois o pacto de confiança é definido em poucos segundos, quando o carro para e o motorista e o caroneiro tem tempo apenas para trocar um rápido olhar e umas poucas palavras. Ambos se lançam a uma aventura na qual nenhum dos dois sabe como termina.